Como voltei a desenhar

Nada mais de telas em branco viradas para a parede! O negócio agora é desenhar!
Publicado em 11/06/2017 - 21:17

Aos 16 anos comecei a trabalhar com design gráfico. Mas o desenho veio antes. Uma predisposição irresistível que se iniciou por meio da beleza de livros infantis do Monteiro Lobato, do Ziraldo, Henfil e do Maurício de Souza.

Minhas primeiras linhas eram a tentativa de retratar pequenos momentos do meu cotidiano: minha avó Julieta, que foi minha primeira mecenas e incentivadora; minha mãe, por sua beleza; minha irmã, companheira e melhor amiga; entre outras coisas que esplandeciam belas e se dispunham aos meus olhos.

Essa predisposição acabou tomando um rumo mais racional e menos emotivo quando entrei no ramo da publicidade - que de vez em quando, nos vinte anos que se seguiram, me dava a oportunidade de ilustrar um projeto aqui e acolá.

Com menos frequência do que eu gostaria, eu desenhava, pintava ou simplesmente sonhava rabiscos. Mas, no fundo da minha cabeça, sempre havia uma voz dizendo "você precisa desenhar". Se você tem uma vontade, sabe que essa voz exaspera tanto quanto te faz postergar.

E meu desejo de fazer arte ficava maturando, num casulo, em gavetas. Em telas em branco viradas para a parede.

Este ano, por convite de uma amiga, resolvi participar de uma feira de arte e com isso veio uma verve, uma torrente de desenhos. Foi o empurrãozinho que eu estava precisando para reiniciar os estudos.

Os resultados você vai ver por aqui. Espero que gostem e me acompanhem nessa viagem.

;)

Rodrigo Kurtz

É designer gráfico, publicitário e ilustrador freelancer. Adora conversar sobre cinema e seriados. Mora em Florianópolis com suas duas gatas, Bitinira e Pretinira.

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